sábado, 9 de abril de 2011

Coelho da Páscoa

Nesta altura, os coelhos da Páscoa costumam trazer prendinhas para os meninos! Ovos de chocolate, amêndoas e todo um mundo de guloseimas fantásticas que servem para adoçar a vida!
Este ano o coelho da Páscoa decidiu aparecer junto ao meu dia de anos e juntos darem-me uma prenda... amarga! Resta-me esperar e rezar para que tudo corra bem e fique melhor do que está...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Happiness

Há alguns anos atrás, em vésperas de casar os meus anos, uma senhora disse-me para aproveitar bem esse dia, pois esse seria o espelho da minha vida. Jovem incrédula dos ditos populares, não liguei nenhuma àquilo que a dita senhora me havia dito e passei, sem novidade nenhuma, um dia de aniversário horrível...
Talvez esta crendice popular é infundada, talvez todo o problema seja a alegria de viver que se ganha durante a infância... o facto é que cada vez menos tenho vontade de viver ou sou feliz com o que tenho. Todos os dias há problemas todos eles cada vez mais dificeis de se ultrapassar. As coisas não tendem a melhorar, muito pelo contrário.. agudizam-se, complicam-se, trazem mais sofrimento.
Eu não pedi para nascer. A minha irmã não pediu para nascer. Mas já que nascemos acho que, pelo menos, podíamos ter uma família feliz, alegre, optimista...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Polsk Sugar

Quem é atento às noticias e/ou costuma ir às compras reparou que há duas semanas começou a grande crise do açúcar. Certo dia demanhã alguma media nacional dava a noticia alarmante que o açúcar ia deixar de ser produzido até ao final do ano e que, muito provavelmente, o seu preço iria subir drasticamente em 2011. Obviamente, esta noticia tão alarmantemente dada teve o resultado esperado.Nunca tinha visto tamanha correria ao açúcar. Ainda para mais nesta altura em que tanta falta faz nas cozinhas portuguesas...
Todas as cadeias de distribuição alimentar colocaram restrições à compra de açúcar. Todas excepto o sítio do costume... Desde logo ficou definido que, ali, cada cliente poderia levar o número de pacotes que quisesse (sempre fomos muito simpáticos e olhamos apenas pelo bem estar dos nossos clientes).
Até aqui tudo bem. O problema foi que na semana passada o problema já estava mais ou menos resolvido. Afinal tudo não tinha passado de especulação e a refinaria de Santa Iria da Azóia até estava a trabalhar num bom ritmo... No entanto, no sítio do costume que me é familiar as vendas de açúcar tinham caído abruptamente. E não é que não houvesse açúcar. O problema foi que... a embalagem mudou e o cliente não reconhecia aquela embalagem como pacote de açúcar... Ora se o dito invólucro tem inscrito no seu topo "Polsk sugar" como é que as pessoas iam adivinhar que aquilo, escrito em estrangeiro (poláco, só para que saibam) era açúcar?!?!?!
Mas o que me leva a pensar... Será que esta crise toda acabou com o açúcar nacional? Ou, ao comercializarmos produtos, neste caso, polacos, estamos a ajudar bastante a economia portuguesa? Confesso que não percebo, mas começa a assustar-me a invasão de produtos polacos que o sitio do costume está a permitir...
Tenho dir à Bedronka ver se por lá se comercializa açúcar SIDUL, iogurtes do sitio do costume ou Maçãs de Alcobaça... Como me disse uma senhora de origem oriental muito simpática no outro dia: "Vocês têm coisas tão boas porque é que vão buscar produtos cheios de hormonas e porcarias que tiram o valor todo às coisas?"

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

M*** de feitio

Não tenho um feitio fácil, eu sei. Tenho consciência de tudo o que faço e digo. 99% das vezes arrependo-me logo de seguida, mas não me consigo controlar. Raios!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O país das mobilidades especiais

Durante 3 anos da minha adolescência privei de perto com uma pessoa com deficiência motora e, talvez por isso, tenha ficado mais desperta para os problemas que os deficientes (sejam eles motores ou visuais) enfrentam todos os dias, quando têm que se movimentar nas nossas cidades.
Andar nas ruas da nossa cidade com esta minha amiga transformava-se, por vezes, em autênticos pesadelos e convinha não termos que atravessar muitas ruas. Andar de comboio também era uma aventura. Penso que nunca fiz parte dessas aventuras (pelo menos não me recordo). Mas lembro-me de ela contar que uma vez tinha ido à Estação do Oriente de comboio é foi uma "tourada" para conseguir sair do comboio, pois a plataforma está muito mais baixa do que o degrau do comboio.
Infelizmente estas são umas constantes no dia-a-dia de quem tem nas rodas duma cadeira as suas pernas, ou numa bengala os seus olhos. Os passeios não rebaixam nas entradas e saídas das passadeiras, os carros continuam a estacionar nos passeios, os transportes públicos continuam a não estar devidamente equipados para transportar, os elevadores insistem em não funcionar...
É precisamente por causa deste último ponto que estou para aqui a escrever. Existir um elevador funcionável pode fazer a grande diferença entre poder ir ou não poder ir.
Há cerca de 15 dias fui de metro até ao Oriente e na mesma carruagem estava uma senhora com um carrinho de bebé. Quando chegou a hora de subir para o andar de cima havia duas hipóteses: elevador ou escada. O facto do elevador estar avariado facilitou a escolha, no entanto e exceptuando um senhor simpático, ninguém parou dois segundos para ajudar a senhor a carregar o carrinho de bebé para subir aquele lanço enorme de escadas. Se em vez de ser um carrinho de bebé (relativamente leve) fosse uma cadeira de rodas com uma pessoa adulta lá sentada, gostava de ver qual seria a solução dada ao problema. Hoje, voltei a ir de metro até ao Oriente e como ia numa das carruagens mais atrás, deixei a confusão das pessoas apressadas passarem fui ficando para trás. Olhei para o tal elevador e eis a novidade: continua fechado para manutenção. E pelos vistos está assim já há algum tempo, pois o grande aviso colado na porta está cheio de frases simpáticas para com o Metropolitano de Lisboa.
Será que custa assim tanto proporcionar a TODOS os cidadãos uma melhor qualidade de vida nos nossos espaços públicos?