Não sei o que aconteceu hoje. Há dias em que, por alguma conjuntura estranha, juntam-se no sítio do costume uma multidão de pequenada. Até aqui tudo bem, não fossem os gritos, os pulos, as correrias, as birras, o choro... Hoje foi um desses dias. Desde o "oh mãe, queeeeeeeeeeeerooooooo um brinquedo!!!!!!!!!!!!!!", às birras inexplicáveis, houve de tudo naqueles poucos metros quadrados...
Decididamente, não tenho paciência para putos mal comportados!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Lua
A lua tem 4 fases: nova, crescente, cheia e minguante. Costuma-se ligar as fases da lua com os ciclos da vida: nascemos; crescemos fisicamente e a nível de experiências; atingimos a plenitude; e, a partir duma certa altura, começamos a minguar, perdendo algumas capacidades físico-motoras (a chamada velhice).
Não sei porque estou a fazer este paralelismo. Talvez seja uma forma simpática de dizer que neste momento não me sinto numa lua cheia. Queria sentir que tudo está bem. Não sei sequer se isso é possivel. Talvez os sonhos invadam demasiado o meu pensamento e eu queira passar para a minha vida tudo o que sonhei um dia...Se calhar é isso que não me deixa viver na plenitude daquilo que tenho. Se calhar é o facto de não ter um trabalho bem remunerado. Se calhar é a magoa de não conseguir fazer aquilo que gosto e para o que estudei durante 4 anos. Se calhar a minha vida é uma m*$%" e eu não consigo sair daqui.
Viver imaginariamente num conto de fadas não ajuda em nada na vida real que se tem de viver!
Não sei porque estou a fazer este paralelismo. Talvez seja uma forma simpática de dizer que neste momento não me sinto numa lua cheia. Queria sentir que tudo está bem. Não sei sequer se isso é possivel. Talvez os sonhos invadam demasiado o meu pensamento e eu queira passar para a minha vida tudo o que sonhei um dia...Se calhar é isso que não me deixa viver na plenitude daquilo que tenho. Se calhar é o facto de não ter um trabalho bem remunerado. Se calhar é a magoa de não conseguir fazer aquilo que gosto e para o que estudei durante 4 anos. Se calhar a minha vida é uma m*$%" e eu não consigo sair daqui.
Viver imaginariamente num conto de fadas não ajuda em nada na vida real que se tem de viver!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pensamentos
Apesar de ter tido um dia fantástico, as palavras que ouvi ontem ainda batem aqui dentro.
A aparente felicidade dos últimos dois anos esconde uma profunda desilusão, tristeza, depressão. Às vezes gostava de poder nascer de novo e poder alterar algumas escolhas que fiz. Acho que iria alterar bastantes... A maior delas todas seria não estar numa caixa dum supermercado. Sim, ainda posso mudar isso, é verdade. Mas não vou estar a fazer o que gosto: História! 3 anos de licenciatura e 1 ano de pós-graduação para nada! Ilusões, sonhos, esperança que as coisas mudassem no nosso país... mas não passou disso mesmo! Hoje dou por mim com uma "calhamaço" ao lado. A mais recente História de Portugal. Leio, sublinho, risco, escrevo. Para quê? Não sei. Mas sinto necessidade de fazer estes gestos. Inventei um plano de fazer a minha árvore geneológica apenas para voltar a sentir o cheiro do arquivo, do livro velho e manuseado, mas voltar a estar minutos infindáveis à espera que me entreguem o número exacto do volume do livro que preciso.
Talvez um dia conte a nossa História aos meus sobrinhos, aos meus filhos, aos meus priminhos mais pequeninos e assim matar as saudades do que tanto gosto.
A aparente felicidade dos últimos dois anos esconde uma profunda desilusão, tristeza, depressão. Às vezes gostava de poder nascer de novo e poder alterar algumas escolhas que fiz. Acho que iria alterar bastantes... A maior delas todas seria não estar numa caixa dum supermercado. Sim, ainda posso mudar isso, é verdade. Mas não vou estar a fazer o que gosto: História! 3 anos de licenciatura e 1 ano de pós-graduação para nada! Ilusões, sonhos, esperança que as coisas mudassem no nosso país... mas não passou disso mesmo! Hoje dou por mim com uma "calhamaço" ao lado. A mais recente História de Portugal. Leio, sublinho, risco, escrevo. Para quê? Não sei. Mas sinto necessidade de fazer estes gestos. Inventei um plano de fazer a minha árvore geneológica apenas para voltar a sentir o cheiro do arquivo, do livro velho e manuseado, mas voltar a estar minutos infindáveis à espera que me entreguem o número exacto do volume do livro que preciso.
Talvez um dia conte a nossa História aos meus sobrinhos, aos meus filhos, aos meus priminhos mais pequeninos e assim matar as saudades do que tanto gosto.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Mais uma estrela no céu e a recordação de D.
Esta noite o céu ganhou mais uma estrela. Infelizmente. António Feio perdeu a luta contra o cancro no pâncreas e deixou-nos mais pobres.
Fiquei triste e a noticia recebida à hora de ir dormir incomodou-me.
Foi uma luta à qual todos nós assistimos. Fez questão de não se esconder, de não desistir e ainda teve força para transmitir uma mensagem positiva a todos nós.
Não sei porquê mas, depois, deitada na cama só uma imagem me invadia o pensamento.
A minha infância foi repartida entre Alverca e a aldeia dos meus pais. Aí nunca tive amigos que não fossem a família (e mesmo assim...). Mas havia uma menina que morava perto dos meus avós maternos. Ela era amiga da minha prima Sandra e inevitavelmente era com ela que brincava muitas vezes. (Lembrei-me agora das sopas de laranja que fazíamos...deliciosas por sinal!! hehe) Por circunstâncias que nunca soube muito bem, os pais mudaram de casa, de rua, e nós deixamos de nos encontrar tanto, mas sempre que me via falava-me muito bem. Tinha uma irmã mais nova, penso que da idade da minha irmã. Bem, essa menina era mais velha do que eu e hoje deveria ter uns 29 anos, talvez. Depois de um emagrecimento repentino e de vários exames, foi-lhe diagnosticado cancro. Eu estava longe, sem grande proximidade entre ambas, tudo o que ia sabendo dela era pela minha prima ou pela minha mãe. Um dia, quando lá estava de visita aos meus avós a minha mãe entra pela casa adentro a diz: "A D. está ali no posto médico. Não lhe vais lá falar". Por estúpido que possa parecer tive medo. Tive medo de encarar a realidade. Mas enchi-me de coragem e fui. Tremi quando a vi de lenço na cabeça. "Bolas", pensei eu, "que raio de vida é esta. Esta miúda é tão nova! Porquê?" Mal sabia eu que era a última vez que a via. Deixou-nos passado pouco tempo.
Ontem, depois de saber do António Feio só me conseguia lembrar dela.
Onde quer que estejam descansem em Paz!
E nós, os que cá ficamos, nunca nos esqueçamos destas palavras do António!
Fiquei triste e a noticia recebida à hora de ir dormir incomodou-me.
Foi uma luta à qual todos nós assistimos. Fez questão de não se esconder, de não desistir e ainda teve força para transmitir uma mensagem positiva a todos nós.
Não sei porquê mas, depois, deitada na cama só uma imagem me invadia o pensamento.
A minha infância foi repartida entre Alverca e a aldeia dos meus pais. Aí nunca tive amigos que não fossem a família (e mesmo assim...). Mas havia uma menina que morava perto dos meus avós maternos. Ela era amiga da minha prima Sandra e inevitavelmente era com ela que brincava muitas vezes. (Lembrei-me agora das sopas de laranja que fazíamos...deliciosas por sinal!! hehe) Por circunstâncias que nunca soube muito bem, os pais mudaram de casa, de rua, e nós deixamos de nos encontrar tanto, mas sempre que me via falava-me muito bem. Tinha uma irmã mais nova, penso que da idade da minha irmã. Bem, essa menina era mais velha do que eu e hoje deveria ter uns 29 anos, talvez. Depois de um emagrecimento repentino e de vários exames, foi-lhe diagnosticado cancro. Eu estava longe, sem grande proximidade entre ambas, tudo o que ia sabendo dela era pela minha prima ou pela minha mãe. Um dia, quando lá estava de visita aos meus avós a minha mãe entra pela casa adentro a diz: "A D. está ali no posto médico. Não lhe vais lá falar". Por estúpido que possa parecer tive medo. Tive medo de encarar a realidade. Mas enchi-me de coragem e fui. Tremi quando a vi de lenço na cabeça. "Bolas", pensei eu, "que raio de vida é esta. Esta miúda é tão nova! Porquê?" Mal sabia eu que era a última vez que a via. Deixou-nos passado pouco tempo.
Ontem, depois de saber do António Feio só me conseguia lembrar dela.
Onde quer que estejam descansem em Paz!
E nós, os que cá ficamos, nunca nos esqueçamos destas palavras do António!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Vida
A vida podia ser mais fácil. Menos complicada. Sem tantas preocupações. O dinheiro podia valer muito menos do que vale. Os nossos sonhos podiam tornar-se realidade. A vida devia ser um sonho e o sonho devia ser a vida.
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